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EDUCAÇÃO DE PESSAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

 

 

 

DOSSIÊ DE INCLUSÃO

 

 

 

Lembro que quando eu era pequena, sentia medo de ficar perto de pessoas com síndrome de down (que eu nem sabia o que era). Acredito que era porque as famílias escondiam a criança ou adulto com algum tipo de deficiência ou síndrome.

Recordo que uma amiga, tinha uma irmã com síndrome de down. Eu sentia um certo temor em ir à casa dela e encontrar sua irmã, pois não sabia o que falar com ela, nem como agir.

Esses medos me seguiram até a fase adulta, por simples ignorância da minha parte.

Sendo assim, tinha muito medo de trabalhar com crianças especiais. E, junto a isto, tinha a falta de preparação e capacitação, mesmo.

Mas, graças a Deus, estamos sempre sendo desafiados a enfrentar nossos temores.

Já tive alunos de inclusão, em sala de aula, mas nunca com alguma deficiência grave ou síndrome de down.

Mesmo assim, estou aprendendo, aos poucos, convivendo com alunos de outras turmas.

Este ano, estou trabalhando, no projeto de artes, com duas meninas: uma com paralisia cerebral e outra com síndrome de down.

Estou adorando conviver com elas. São crianças adoráveis.

A aluna que tem síndrome de down é uma criança alegre, festiva e adora dançar.

Me emociono quando estou perto delas.

Agora vejo que, se temos amor no coração, tudo fica mais fácil.

 

Espero que Deus me ajude e ilumine para que eu possa acrescentar algo de bom para essas crianças.

 

 

 

Descrição mais detalhada das alunas KAUANE e AMANDA

 

A KAUANE, que tem síndrome de down, é uma menina linda, loirinha, com cabelos clarinhos, com olhinhos brilhantes e muito carinhosa.

Em sala de aula ela demonstra mais interesse nos primeiros períodos da manhã. Depois do recreio, fica mais "preguiçosinha". Pede ajuda dos colegas e quando indagada por que não quer fazer a tarefa, diz: " Eu não sei!", com uma carinha muito danada. Então, precisa ser motivada, através de muita conversa e brincadeiras.

Brincando, logo se percebe que ela interage com os objetos colocados a sua disposição, dando evidências significativas no campo representativo.

Na sessão de psicomotricidade, que acontecem nas terças-feiras, demonstra alegria e entusiasmo. Nesse momento, o professor atua com a intenção de permitir, de facilitar (ajudar) e de provocar que a Kauane experimente uma gama variada de movimentos, seja com o próprio corpo, sem ter a posse de um determinado objeto, seja manipulando objetos móveis variados, explorando aparelhos ou implementos fixos ou, ainda, utilizando disfarces.

 

A AMANDA , que tem paralisia cerebral, é uma menina loirinha, com franjinha, olhos verdes e muito desconfiada. 

Desde o início do ano, a Amanda tem demonstrado uma grande evolução, pois possuia bastante  dificuldade na comunicação com as professoras, bem como com alguns colegas. Ela apenas balbuciava sílabas, como: "xi", para ir ao banheiro, "pô", para professora. 

Para se locomover, a menina precisa de auxílio constante. Ela caminha de mão dada com a professora e faz uso de uma bota ortopédica.

No momento, a Amanda apresenta melhoras na sua relação com as professoras e com os colegas. Ela já divide os brinquedos, se esforça para falar o nome dos colegas e repetir palavras ditas pela professora. Seu vocabulário já está mais extenso, pois diz palavras, como: banheiro, xixi, legal, Carol, Márcia, correr, entre outras. Ela também gosta de contar o que fez no final de semana, apesar de não conseguir dizer as palavras completas, mas tenta com muito esforço.

A Amanda demonstra frustração quando não consegue fazer alguma coisa, como por exemplo, recortar. Ela já está caminhando com mais facilidade e tenta até correr. Gosta de pular, dançar e cantar.

Nas sessões de psicomotricidade, o professor pretende desenvolver a coordenação, o equilíbrio, a lateralidade, o esquema corporal, a orientação espacial e temporal, esperando que a Amanda seja mais hábil nas atividades psicomotoras, onde a estimulação favorecerá a percepção do corpo e de suas capacidades e potencialidades. Desse modo, espera que sejam feitas novas adaptações da aluna com seu corpo e desse corpo com o meio.

 

 

 

Dados da Escola Municipal Maria Quitéria - Novo Hamburgo

 

A escola Maria Quitéria, no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo, apresenta cerca de 380 alunos.

Temos vários alunos com algum tipo de dificuldade de aprendizagem e 4 alunos que são considerados de educação especial. São eles:

Kauane - com Síndrome de Down

Amanda - com paralisia cerebral

Wesley - que possui uma válvula na cabeça

Lucas - dificuldade de aprendizagem significativa

 

Na escola, a aluna Amanda conta com uma professora que está sempre com ela, devido aos seus problemas motores. O Lucas conta com aulas de reforço durante o período de aula.

Todos participam das sessões de psicomotricidade, com o professor Marlon, de educação física.

 

 

 

 

 

SERVIÇOS DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM NOVO HAMBURGO

 

Coordenadoria de Políticas Públicas para Portadores de Deficiência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para alcançar seus objetivos, a Coordenadoria busca aprofundar o elo no atendimento ao portador de deficiência, atuando em conjunto com as entidades que possuem o apoio da Prefeitura para realizar campanhas relativas aos direitos destas pessoas. Desenvolve também ações formativas com os servidores que atuam no Governo e junto à comunidade em geral, objetivando promover a interação com as pessoas portadoras de deficiência, articular políticas e ações em parceria com os Conselhos Municipais e entidades afins. Elabora e apresenta, ainda, projetos junto aos governos Estadual e Federal e tudo o mais inerente aos encargos legais e atribuições do cargo.

 

 A CPPPD, coordenada por Darwin Frederico Kremer, planeja, acompanha e articula políticas públicas para as pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, principalmente nas áreas de saúde, educação, geração de trabalho e renda, de acessibilidade, cultura, de assistência social e transporte. Desenvolve esse trabalho junto às Secretarias e Órgãos de Governo, desempenhando papel fundamental em prol dos portadores de deficiência.

 

 Com o objetivo de realizar um trabalho de inclusão social do portador de deficiência na sociedade, lutando, assim, contra o preconceito, a Administração criou a Coordenadoria de Políticas Públicas para Portadores de Deficiência.

A CPPPD tem como lema: ‘‘trabalhar juntamente com as entidades, sociedade e com as Secretarias, visando a inclusão do portador de deficiência em todos os setores da sociedade”. 

 

A rede de ensino de NH apresenta cerca de 700 alunos com algum tipo de deficiência que são atendidos em serviços especializados, como Apae , NAP e em Salas de Recurso (conforme a necessidade, instala-se uma SR em uma escola sede e esta atenderá os alunos das escolas que fazem parte do núcleo).

 

 

ESTUDO DE CASO

 

ALUNO - Lucas B.

 

A Dificuldade de Aprendizagem manifesta uma significativa discrepância entre a sua inteligência e os resultados escolares. É uma criança de inteligência normal que não apresenta qualquer insuficiência mental, mas que no entanto não aprendeu a ler ou a escrever.

Foi observado no aluno:

Problemas psicomotores - não foi identificado problemas de hiperatividade ou hipo-atividade, relacionados com a tonacidade. Há problemas de lateralização, equilíbrio, dissociações e coordenação de movimentos, deficiente estruturação do espaço e do ritmo.

Problemas emocionais - não apresenta instabilidade, dependência e dificuldade de ajustamento grupal

Problema de simbolização - não apresenta dificuldades de diferenciar o significado de estímulos que geram dificuldades de compreensão da linguagem falada.

Problemas de atenção - pequena dificuladde em focar e fixar a atenção. Às vezes está desatento e distraído. Não apresenta irritabilidade que dispersaria a sua atenção muito rapidamente.

Problemas perceptivos - não tem dificuldades de identificar semelhanças e problemas de interpretação das sensações, mas apresenta grande dificuldade na cópia, confusões espaciais, invertendo figuras e letras.

Problemas de memória - tem dificuldades em estabelecer associações significativas de experiências e acontecimentos.

 

 

 

 

ESTUDO DE CASO

 

NOME - Lucas

IDADE - 12 anos

SITUAÇÃO FAMILIAR - pais separados e uma irmã mais velha com surtos psicóticos

CONDIÇÕES SÓCIO-ECONÔMICAS - a situação não é das piores. Possuem casa própria (o aluno mora com a mãe e irmã). O pai mora em uma chácara e possui 2 carros.

 Quando a irmão entra em surto, o Lucas fica com medo e esconde-se debaixo da mesa.

 

Mais sobre o Lucas ...

Comportamentos observáveis na escola sobre:

* Relacionamento com:

Professoras e funcionários - O Lucas é um menino muito querido por todos. Com as professoras e professores é educado e gentil. Gosta de conversar, apesar da timidez.

As "tias" da escola acham ele "um amor".

Colegas - Com eles, o Lucas fala pouco e nota-se que ele sente vergonha, talvez por não conseguir acompanhar as atividades como eles, tendo, muitas vezes, atividades diferenciadas para fazer.

Quase sempre brinca isolado no recreio. Na educação física, está, aos poucos, interagindo e participando mais.

 

* Questões de aprendizagens

O Lucas tem muita dificuldade na aprendizagem.

Mesmo estando no 4º ano, não reconhece todas as letras do alfabeto. Não identifica números e quantidades. Ainda está em processo de aprendizagem na pintura e recorte.

 

* Movimento para a inclusão da escola

Na verdade, pouco se fez, até agora, para a adaptação do Lucas e apoio ao mesmo.

Até o ano passado, nunca foi dada a atenção que o aluno necessitava. Ele era tratado como um aluno "fraco", mas não como uma inclusão.

Então, já no 3º ano, a professora que trabalhou com ele, notou que ele era um aluno especial, que precisava de um trabalho específico. Só então, a escola passou a ver o Lucas.

Ele aprendeu a escrever o seu nome e outras coisas mínimas, mas que já foram um paso a frente para a sua aprendizagem.

Não houve adaptação curricular específica para ele, apenas trabalhos diferenciados, de acordo com o seu nível de aprendizagem.

Sua avaliação é diferenciada dos outros alunos, com certeza. No final do ano ele é promovido.

O Lucas, além do reforço escolar, dentro do seu período de aula, participa da Sala de Recursos, na escola vizinha.

 

* Envolvimento da família no processo de inclusão escolar

A família pouco se envolve no ambiente escolar do Lucas. O protegem bastante acham mais fácil fazer as coisas por ele. Agora, estão procurando ajuda médica. 

 

 

 

 

FALANDO UM POUCO DAS SALAS DE RECURSOS DA REDE MUNICIPAL DE NH

 

No município de NH, há 56 escolas municipais, dentre elas existem 27 Salas de Recursos. Nas escolas em que não há SR, seus alunos são atendidos em SR próximas.

O objetivo das SR é constituir um espaço pedagógico que contemple um olhar psicopedagógico de investigação, intervenção e apoio ao processo de aprendizagem.

O atendimento ocorre uma vez por semana, durante uma hora, em grupos de no máximo quatro alunos, sendo na maioria dos casos, no turno contrário de aula.

Os alunos atendidos são selecionados pela coordenadora pedagógica da escola, sendo enviada ao professor da SR uma ficha constando informações relevantes sobre o histórico escolar do aluno e sua situação atual. A partir dai, é agendado com os pais ou responsáveis pelo aluno, uma entrevista onde será explicado o trabalho e será feita a anamnese (história de vida da criança).

A partir disto, o aluno passa a ser atendido.

A cada três meses, o professor da SR faz uma devolução do trabalho realizado ao professor deste aluno, juntamente com a coordenação pedagógica da escola que ele frequenta. Neste momento, são discutidas formas de intervenção a serem realizadas com o aluno, bem como sua postura, seu desenvolvimento no espaço escolar e em relação à aprendizagem.

Quando o aluno atinge os objetivos propostos na SR, refletindo no seu processo de aprendizagem, é dispensado do atendimento.

Na Sala de Recursos, busca-se...

- investigar o motivo da dificuldade de aprendizagem apresentada pelo aluno

- proporcionar um espaço de diálogo onde o aluno possa expor suas dúvidas, angústias, conquistas e frustrações

- trabalhar a autoestima, enquanto sujeito aprendente

- auxiliar no desenvolvimento da autonomia do educando

- descobrir quais as questões no processo de aprendizagem que o aluno domina e propor intervenções para que ele avance em seu desenvolvimento cognitivo.

 

AVALIAÇÃO INICIAL, DIAGNÓSTICO, ENCAMINHAMENTOS, ATENDIMENTOS COMPLEMENTARES E PROCESSOS INVESTIGATIVOS

Desde que o Lucas iniciou na nossa escola, na 1ª série, ele foi visto como um aluno com muitas dificuldades. Sempre foi falado, nos Conselhos de Classe, por exemplo, que o Lucas era um aluno que necessitava de uma atenção e atividades especiais. Mas, nunca havia sido considerado como um aluno de inclusão. Somente no ano passado isto aconteceu.

Então, a família foi incentivada a procurar um médico para ser dado um diagnóstico.

Foram feitos exames, segundo a família, sendo que os mesmos não apresentaram nenhum problema específico (físico e neurológico). Os médicos disseram que, provavelmente, seu problema é psicológico.

Então, encaminharam o Lucas para um atendimento com psicólogos, pois seu problema aparenta ser de ordem emocional.

Deste modo, a família está esperando o atendimento com psicólogos (mas, como sabemos, no SUS é muito demorado).

O Lucas continua indo na Sala de Recursos e com reforço especial na escola. 

 

AVALIAÇÃO

 

O Lucas é um aluno que, apesar de já estar no 4º ano, não reconhece todas as letras do alfabeto, nem números e quantidades. É muito infantil e inocente e se perguntado qual é a sua idade, não sabe dizer. 

A cada avaliação trimestral, o Lucas é avaliado somente com parecer descritivo que procura elencar  os seus progressos. Mas, nem sempre isto é possível, pois, na maioria das vezes, o que mais aparece é aquilo que ele ainda não consegue fazer.

Apresenta dificuldade na representação da função simbólica.

Desde quando comecei a ter um maior contato com o Lucas, minha visão sobre ele mudou bastante. Além de eu estar fazendo o estudo de caso, também dou reforço semanal para ele.

Apesar de conhecê-lo a uns três anos, mais ou menos, nunca tinha tido um olhar mais especifíco e atento por ele.

Tendo mais momentos de contato pude ver o menino que é cheio de medos, vergonhas e, principalmente, possibilidades.

Eu nunca tinha ouvido o Lucas conversar, pois estava sempre quieto e escondido. Depois que começamos a nos encontrar mais seguido, senti que a confiança em mim aumentou, o que fez com que ele se soltasse bastante.

Agora, está falante, sorridente e demonstra uma maior confiança na realização das tarefas.

Com certeza, para mim, é um outro menino, ou melhor, é o menino que está ali camuflado e  que não se mostra por esse ou por outros motivos que desconhecemos...

 

Achei bem significativa esta passagem do texto "Práticas educativas:perspectivas que se abrem para a Educação Especial", de Anna Maria Lunardi Padilha:

 

"Para ele, n

sim, as conseq

segundo Vigotski n

o passado, mas deve visualizar o futuro da personalidade:

compreender a vida em seu

possibilidades, olhar dialeticamente para os fen

teoria da estrutura da personalidade e do car

introduz a perspectiva de futuro

O problema, a defici

para as capacidades, encontra fontes de for

tem diante de si o pedagogo quando reconhece que o defeito n

ão é o defeito que decide o destino das pessoas, mas,üências sociais desse defeito. A análise dos problemas,ão deve ser retrospectiva, apenas levando em consideraçãoé indispensávelmovimento eterno, descobrirômenos humanos: naáter, a nova compreensão (1989, p. 30).ência, o defeito, no lugar de marcar limites, apontaça – “que (quantas!) perspectivasão é

s

capacidades e que no defeito h

ó uma deficiência, uma debilidade, senão também, a fonte da força e dasá algum sentido positivo! (Ibidem, p. 31).

Agora, vejo que o Lucas precisa, além de atendimento especial,  de atenção, carinho e possibilidade de se fazer presente.

Ele me disse, no nosso último encontro, que gosta muito das nossas  "reuniões" (como ele denominou), que ali, como na sala de recursos, consegue fazer as coisas sem que os outros riam dele ou digam que ele não sabe fazer. Também disse que, quando está na sala de aula, fica só pensando na hora de ir embora...

 

Achei isto gravíssimo, pois demonstra o mal-estar que ele sente quando está na sala de aula e isto, com certeza influencia no seu desenvolvimento  no processo da aprendizagem.

Portanto, este "estudo de caso" foi muito importante e especial para mim e para o Lucas. Agora, é só aproveitar e ajudá-lo a se sentir melhor no ambiente da escola.

Comments (6)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 9:36 pm on May 3, 2009

Carmen, gostarias que relataras mais as tuas alunas com paralisia cerebral e com sindrome de down, como elas são?, como se comportam na sala de aula?,quais os problemas cognitivos que apresentam?, com isto fica completa a tua atividade
Abraços
Maria del Carmen

lpasserino@... said

at 8:45 pm on May 12, 2009

Carmen

me fala mais sobre as salas de recursos...quantas existem? como funcionam?
lili

lpasserino@... said

at 8:46 pm on May 12, 2009

O caso selecionado é muito interessante Carmen, complementa agora na unidade 4 o perfil do mesmo.

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 8:10 pm on May 26, 2009

Olá, Carmen, podes nos contar mais sobre a vida do "Lucas", assim fica mais completa a atividade.
Abraços
Maria del Carmen

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 8:13 pm on May 26, 2009

Carmen, tambem quero te lembrar que ja esta em andamento a unidade 5
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 9:26 pm on Jun 24, 2009

Oi Carmen

passei aqui, percebo que tens avançado um pouco, mas estamos já na unidade 7. Não encontrei os elementos solicitados na unidade 5, 6 e 7. Aguardamos teu envio, por favor nos avise quando o fizeres ou entra em contato em caso de dificuldades.
abraços
liliana

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